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Mostrando postagens de Dezembro, 2009

Retrospectiva

- Presença em diversos shows, diversos gêneros, diversas tribos. Mas o show dos Novos Baianos foi algo sem explicação;

- Comprar brinquedo novo é uma delícia. Só falta viajar para belos lugares para usá-lo mais!

- Poucos Jobs. Maior apego aos queridos que pude encontrar novamente.

- Nunca mais darei stage dive. NUNCA MAIS!

- "Você está perdendo o homem da sua vida. Vai se arrepender e será tarde demais". Arrependimento? O que é isso?

- Esmaltes coloridos. No começo do ano eram bregas. Hoje em dia já estão nas unhas de todo mundo.

- Entrei de cabeça no mundo do Twitter que parece psicologia virtual, já que posso desabafar em 140 caracteres quantas vezes quiser... (até agora mais de 3800 desabafos);

- Facebook também virou vício. Sou uma fazendeira que sabe muito bem como se planta, se colhe e administra sua riqueza.

- Mais bebida no copo, pessoas novas na roda. Aliás, uma nova roda que se forma e que seja foda enquanto dure.

Em 2010 eu caso, terei filhos e um emprego decente. Duvida? …

decisions

David Gilmour sempre dizia em seu livro "O clube do filme" que não devemos tomar decisões importantes quando estamos bêbados. Acho que o aviso vale também para dias em que estamos dopados de remédio, possuídos pela raiva e tpm ou quando a cabeça esta fundindo como motor de carro velho.

Fica a dica!

Ali

Ontem mesmo passava por ali.Um ali que mesmo desconhecido já me fazia me sentir em casa. Era questão de minutos, um, talvez dois... mas era impossível não sentir nada quando por ali passasse, a não ser que estivesse dormindo. Porém, muitas vezes era ali que despertava do sono e começava o tal sonho.
Qual daquelas luzes? Qual janela? Por qual rua passava? Será que já estivera ali alguma vez? Que tal hoje? Agora? Já está aqui?
Talvez esteja e não tenha me percebido.
Ou tenha percebido e por isso se escondido.
Talvez esteja dormindo, mas só se for no ponto.
Aposto que está longe, mesmo perto.
Na tal janela, acendendo as luzes.
Pensando em qualquer coisa ou lugar, pessoa ou mulher.
Menos em quem sempre por ali passa e fica a sonhar.

Lágrimas

Chorei todas as lágrimas que eu tinha.
As que eu não tinha?
Peguei-as emprestada.
Não sabia qual o motivo mais forte:
A dor físicas, as fisgadas que mais parecem golpes de lança;
A dor psicológica, causadas por perdas, derrotas, o tal poço sem fim;
A dor no coração, tristeza que talvez não tenha razão, mas acabou tendo.
Pessoas não são peças de brinquedo.
Eu pelo menos não me vejo como parte de um jogo de tabuleiro, mas acabei entrando na dança.
Agora? Alguém perdeu minha peça.
Pisou nela e a destruiu...virou pó.
Que o vento levou,
A mãe varreu.
O irmão mais novo lambeu.
Ficam os restos, como depois da tal bomba.
Quem sabe um dia consiga reconstruir.
Por enquanto os olhos vermelhos, inchados... e a falta de simplesmente tudo.

Procura-se um sentido

Ruas escuras e desertas. Cachorros cismam em passear.

Chuva tímida, fria... lágrimas do filho ao ver o tanto que a mãe chorou.

Raios distantes, como sonhos esboçados em papel rascunho.

O som da batida no telhado parece sinfonia, mas o cd que toca no rádio do vizinho,
mesmo que timidamente, acaba com aquele destaque da canção de ninar natureba.

Fecha a janela. Não entra o mosquito, não entra a brisa. Não passa nada.

Passa o tempo, as oportunidades. Dias, anos... tudo sem sentido algum.

Procura-se!

Escrevo

Escrevo o que quero, o que penso.
E não penso no estilo fuvest de dissertação.
Não escrevo como em essays, utilizando muito mais que argumentação.
Redijo e desabafo.
Letras que foramam palavras, sentenças, frases e que tiram um peso do ombro, da cabeça, do ser.
O que?

Já não vejo mais aquele brilho

Sim meus amigos, é Natal! Correria nos mercados e nas cozinhas onde mulheres preparam loucamente os quitutes da ceia Natalina. Correria nas lojas e shoppings que recebem os consumistas desesperados em buscas de presentes para todos... até mesmo aqueles que não se recordam o nome. Mas, atualmente existe uma nova modalidade: aqueles que preferem presentear alguém de acordo com seu gosto, optando assim por vales presente ou simplesmente dinheiro que o felizardo investirá em algo que tanto deseja.

É aí que eu para pra pensar e quase enlouqueço. Talvez tenha chegado a hora de alguém se preocupar com o futuro dos presentes a moda antiga. E a emoção de abrir um presente e se surpreender com o mimo ganhado? Não mais?

Lembro até hoje de um Natal quando eu era criança. Minha família era bem humilde, tínhamos pouco dinheiro, mas mesmo assim meus pais colocavam presentes na árvore. Lembro de abrir aquele pacote, meu brinquedo novo: um fogãozinho de plástico azul que eu tenho até hoje. Ainda choro d…

Acontece nos desenhos, acontece na vida!

Fim de expediente. Carro, partida, trânsito. Faróis vermelhos nos fazem parar, mesmo que a placa indique “siga”.
Mas é a rotina, normalidades, banalidades, mediocridade.
Ao estacionar no portão de casa o cadeado se empenha em infernizar quem tentar abri-lo. Chegou minha vez. Neste meio tempo escuto a conversa alheia. Duas crianças. Papo inocente?
Um garoto, rico, segura uma pipa: “não sei se jogo fora, se guardo”.
Outro garoto, pobre, apenas assiste aquele teatro com os olhos brilhando. Esperança.
Desisto do cadeado e seus jogos de combinação. Desço as escadas e logo subo correndo. Me aproximo do garoto pobre com uma bela e grande pipa nas mãos.
“Tá aqui ó! Pra você. Agora é só pegar e colocar no alto”.
Agora sim aqueles olhinhos brilham mais ainda. A esperança deu lugar a felicidade. Já aquele que semeia maldade agora também cultiva inveja, não só pela pipa que não ganhara, mas pela atenção que, possivelmente, nunca conseguirá ganhar de pessoas que não sejam seus familiares que o educam em…

Mania de esquecer

Se a memória é fraca não fique triste, não chore, não lamente!
Registre, escreva, comente.
Desenhe, grave, pinte, fotagrafe.
Tente musicar, tente imprimir em algum lugar.
Se expresse!
E depois de algum tempo, sejam dias ou anos, você poderá se emocionar, envergonhar, arrepender.
Certo que algum sentimento lhe ocorrerá.
Caso contrário? Procure ajuda... alguma coisa está errada.
Ou simplesmente aceite, saboreie o azeite e faça aquilo que te contente.

Preferências

Gosto não se discute, já dizia sua mãe, sua tia, sua avó. Mas certas coisas que você ouve lhe causa no mínimo o tal embrulho no estômago e a expressão "Argggg".
Salada com sal.
Salada com vinagre. Not
Arroz com feijão.
Arroz com vinagre. Not
Pipoca com sal e amendoim.
Pipoca com sal e... vinagre! Not
Batata frita no lanche.
Batata frita no Milk Shake. Not (tomou água do bidê?)
Água de coco, cerveja, água, suco natural.
Xixi quentinho. Not (ok, você tomou água do bidê e endoidou de vez mesmo!)

É tudo uma questão de gosto. Você não pode julgar, culpar ou expressar seu desconforto com tais comportamentos. Apenas aceitar, ignorar ou... abstrair

Repaginada

Nova cara.
Velhas cores, novas misturas.
Tons carregados de frieza.
Lembram dias cinzas do nosso inverno de julho.
Ou dias frios e úmidos em Londres.
A visão é sua, a resposta é sua.
Espero que consiga interpretar.
Caso contrário?
Aperte o off e passe em algum sebo.

folhas

Mais uma página virada?
Nada.
Mais uma página arrancada, com muito gosto.
Posteriormente pode até ser remendada,
colada com duréx.
Mas que o vento leve, sem rumo, sem volta.

Apenas um pequeno esboço

Quase não se vê a chama que ascende inacreditavelmente e apaga rapidamente na escuridão da noite.
A espera de novos ventos, novos azuis, novos sentidos, pensamentos e sentimentos.
Não são 364 dias... são apenas horas. Não faz sentido para mim, mas parece que para o mundo sim.
E se o mundo é feliz, se o mundo consegue se dar bem pensando assim... por que não?
Tentativas. Tiros. Certeiros!