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Mostrando postagens de Janeiro, 2010

Os incomodados

O que me incomoda?
Saber que a inspiração aparece com todaa força nestes momentos ruins.

O que me incomoda?
Saber que eu penso nas milhares de possibilidades possíveis e imposíveis, menos na que realmente aconteceu.

O que me incomoda?
A estagnação, a frente fria que chegou no final de semana, não saber o que acontece, pessoas desaparecidas, tristeza sem fim, cerveja quente, chocolate derretido, atrasos, falta de expectativas, incertezas, dúvidas... a sobra de tanta falta.

Os incomodados que se mudem ou que encontrem soluções a longo prazo para seus problemas.

Preciso encontrar a estrada certa, mesmo que seja tortuosa o importante é estar nela e saber que chegarei em algum lugar.

O tal destino

As vezes eu penso nas diversas derrotas da vida: as escolhas erradas, os resultados ruins, os tropeços, as desilusões, a escuridão, a falta de açúcar no doce ou de sol na praia naquele fim de semana prolongado. E o que acontece? O óbvio: a tristeza toma conta, monta e guia as ações posteriores.

Mas existem as exceções para todas as regras. As vezes a gente faz um caminho louco, uma espécie de trilha sem destino que acaba te levando ao pote de ouro atrás do arco íris. Sabe aquele que parecia apenas uma lenda ou o nome de um cd do Nando Reis? Pois é!

Então, mesmo que a vida continue torta, que as peças não tenham se acertado, que aquele sonho não seja realizado, aparece uma luzinha do fim do túnel, um grau a mais nos óculos, te fazendo enxergar bem melhor aqueles detalhes que você nunca tinha percebido.

Moral da história: acho que vou pesquisar a história do destino.

Só pra lembrar...

Tem dias que a gente ganha, outros que a gente perde. Isso é fato consumado e todos estão cansados de saber.

A receita então é: nos dias de fartura juntar aqueles poucos caquinhos para que os dias de seca consigam ser menos doloridos.

Fica a dica que também não traz muita novidade. Mas é bom ressaltar.

Twittando

Eu muito gostaria de entender como 140 caracteres conseguem dar espaço a uma avalanche de pensamentos, desabafos e funcionar como uma terapia.

Acho que é um vício super positivo. Sempre tiro pesos das costas e me sinto 140 caracteres mais leve.

Não acredita nestes efeitos? Tente loucamente escrever limitadamente.

Te faltou espaço? Aprenda a dividir.

E é assim que funciona: construindo pequenas coisas, atriuindo grandes sentidos.

Sinal

O ano começa com tragédia.
Chuva que não acaba mais, ou acaba e revela destruição e morte.
E ela volta destruindo mais famílias, cidades, vidas.
Então vem um terremoto em um dos lugares mais miseráveis do mundo e destrói mais que tudo.
Num lugar onde os sonhos devem ser o combustível que move uma vida sem muitas expectativas.
Sonhos?
Destruídos assim como todo o resto que ali se encontra.
O sonho deu lugar ao pesadelo.
E se não existia expectativa há uma semana atrás agora então...
Utopia está aí.

Muita tragédia em tão pouco tempo. Seria um sinal?

A sétima arte

É estranho quando a gente pára pra pensar e percebe como as coisas acontecem... o “quando”, o “onde”, o “porque”.
O sentido de cada ação, de cada decisão.
Parece que, inconscientemente, seguimos um roteiro em nossas vidas.
Parece que, propositalmente, nossas vidas não só dariam um filme, elas já são e sempre foram uma trama bem definida desde o dia do nosso nascimento.
E tudo isso é exibido diariamente nos cinemas das pessoas que estão a nossa volta e optam por sentar e nos ouvir chorar as pitangas.
E a trilha sonora fica por conta de cada música no Ipod, cada show que presenciamos. Cada música que escutamos no som alto do vizinho.
E o peso de ser o personagem principal da história é um grande fardo, mas somos dignos do Oscar, sempre fazemos um trabalho brilhante, belíssimo, espetacular.
E durante a projeção acontecem vitórias, derrotas, clímax, pontos de virada.
Mas no final o que esperamos?
Não só o final feliz, mas que o filme seja bom o suficiente para se tornar um clássico que faz parte …

sem, com, cem!

Sem vergonha.
Sem nexo.
Sem sentido.
Sem estrutura.
Sem muito conteúdo.
Sem profundidade.
Sem assunto.
Sem argumentação.
Sem coisa alguma.

Com muito desabado.
Com muitas idéias que martelam na cabeça, tiram o sono.
Com tudo aquilo que incomoda e faz sorrir.
Com erros, mas bem mais acertos.
Com ambiguidades.
Com muita vontade de vencer desafios através das palavras.
Com muito bom gosto ao tentar tornar um passatempo como uma espécie de portifólio.
Com todas as angústias de uma pessoa que se perde.
Com toda a alegria de alguém que se encontra mesmo permancendo perdida.
Com originalidade e personalidade que não vemos por aí.
Com um pensamento em mudança constante.

Com um compromisso sério com as palavras que tentam montar sentido em frases jogadas em diversos posts. Uma espécie de psicologia sem retorno. Mas isso pouco importa quando se está feliz com os resultados.

Sem mais delongas.
Cem posts!
Com muitos outros mais por vir.

Se fez

Veio o sono e logo se fez manhã. O relógio despertou. Ritos foram cumpridos quase que religiosamente.

No céu se via nuvens, a chuva que uma hora desabaria, o sol que hoje mais que sempre se esconderia e um arco íris, quebrando a rotina matinal. Dois deles!

E logo se viu pessoas que se esqueciam das noções de educação que aprenderam na escola. Mulheres que cantavam como se estivessem num daqueles programas de jurados. Deficientes que pediam tentando amenizar sua dor, sua falta.

Logo se fez tarde, que mais parecia noite. As nuvens escuras cobriram o céu azul de verão. A noite sem estrelas, sem lua... mas com raios, trovões e água... muita água!

Viu-se então a tragédia anunciada: o rio encheu, o bar encheu, a casa encheu... a revolta encheu o coração daquele que teve sua tarde de quinta feira interrompida pela água suja que entrou por debaixo da porta e quase molhou o IPTU que está para vencer.

A noite caiu, mas o mutirão da limpeza ainda não saiu de cena. Contar os prejuízos, lamentar o dinh…

Nova história

Não basta querer mudanças na vida. É preciso de garra, força e vontade de mudar.

Se você puder acrescentar uma pitada de sorte também é uma ótima pedida. A receita possivelmente dará certo.

Culpo aquela certeza que surgiu a uma da matina. Fora dito que o passado não está mais presente nas atitudes de agora. Não era mentira.

Realmente o capítulo já é outro. Resta agora se acostumar com os novos parágrafos que estão por vir.

some things

Anoitece, o sono chega e o calor enlouquece.
A janela então não se fecha, mas o corpo se cobre.
O barulho desperta, o sono simplesmente desaparece.
A janela se fecha, o calor aumenta a dor de ver o tempo passar.
Que o tempo passe durante o sono profundo.
Dois parece pouco. Que tal 3 travesseiros amanhã?
Ironia do detino? Hoje contará com apenas um.
Que a chuva nine.
Que amanhã se anime.
Que o que há de melhor domine.

Tentando digerir

Sabe, as vezes paramos para pensar nas coisas que acontecem e vemos nesta vida. Nos casos que nos contam, nas notícias que assistimos, nas situações que presenciamos. É inevitável não passar algum tempo tentando digerir tanta informação.

São crianças que são arremessadas pelos pais de diversas alturas, jovens com um futuro brilhante pela frente que têm suas vidas interrompidas em acidentes inexplicáveis, morte súbita, quedas sem volta. Pessoas ótimas, ajudavam aos que precisavam, eram bons alunos, simpáticos... todos os elogios não conseguem expressar o mundo de qualidades que possuíam.

Então você vê no jornal aquele cara que esquarteja a namorada, aquele que enfia agulhas em criança, aquele que joga um bloco e mata uma motorista inocente, aquele que assalta e atira a sangue frio. Sabe aquele bando de gente ruim? Pois é!

Você não ouve falar que um demônio deste está com câncer. Você não ouve falar que um sem coração deste morreu em um acidente sem explicação. Você nunca vê no jornal que …

O tempo [2]

Sim, falei sobre o tempo no último post, mas não é sobre este mesmo personagem que me refiro agora.
O tempo aqui agora é o clima e este tem me deixado preocupada.
Estas tragédias que tem estampado os telejornais me assustam muito.
E de quem é a culpa?
Diz a lenda que é do tal do tempo.
O que fazer? Prendê-lo? Julgá-lo? Instaurar uma CPI?
Decidam logo, pois o tempo tem fome.
Se não tomar cuidado ele te come.
Aí sim tudo simplesmente some.

Pelo menos é o que tem acontecido... constantemente.

É preciso ter pressa!
Ou isso não te interessa?

O tempo

Sabe, não é engraçado ver que o tempo passa. Sei que a cada dia é uma vitória, uma conquista, mas ao mesmo é assustador ver que os anos têm mudado constantemente, rapidamente... não consigo perceber. Mal me adapto com o ano de 1999 e Bang! Já estamos em 2010.

Por favor, inventem a tecla pause do tempo. As ações continuam, mas os dias, o clima acolhedor, as pessoas queridas... toda esta atmosfera de comercial de margarina permanece intacta. Quero muito este aparato perfeito, sem igual. Solução dos meus problemas e de várias pessoas que sofrem da tal síndrome do personagem infantil.

Mas enquanto isso simplesmente vivemos. Trocamos os calendários, bebemos champagne, comemos sete uvas, pulamos as tais ondas, vestimos determinadas cores, acendemos a chama da esperança.

Esperança de?