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Mostrando postagens de Agosto, 2010
Ela queria fugir, mas não sabia pra onde.
Ela queria desaparecer, mas não por inteiro.
Queria apenas esquecer dos problemas, da vida... de si mesma.
Então resolveu viajar, mas as horas não passavam.
Os minutos desapareceram como em um passe de mágica... não queriam mais ser contabilizados.
As pessoas passavam rapidamente, preocupadas com seus problemas banais.
E as horas também não passavam, principalmente para aqueles que estavam perdidos com suas plaquinhas procurando pessoas que nunca tinham visto na vida.

...

Modo automático

(...)
Sacolas cheias, bolsos vazios e uma longa caminhada no retorno para casa. O sol já ardia e contribuia para o aparecimento de novas rugas na pele daquela senhora, mas o brilho do sol refletia um brilho no olhar... um sorriso oculto na alma.

E chega em casa, e os legumes passam a ser amigos da água e do corte preciso da faca afiada. Se aquecem junto ao óleo, a panela velha e amassada. Os segundos passam e tudo se derrete. É o ponto.

Mas na verdade nada disso importa porque para a felicidade instantânea ficar completa foi exigida a prepação da famosa maionese. E todos querem saborear aquele gostinho único, mas quem vai mexer ou dar aquele toque final? Está pra nascer tal cidadão.

É grande senhora... você faz por que quer, por que gosta, por que se ve obrigada, por que é apenas um costume?

Ou você nunca pensou no por que?

A maionese

A senhora das sandálias de plástico resolveu enfrentar o frio da manhã, mas era por uma causa justa: precisava garantir a felicidade instantânea e provavelmente interna de alguém de suma importância.

Então ela caminhou por longos minutos, enfrentou grandes ladeiras, dolorosos pedregulhos, certos obstáculos, também conhecidos como trechos de lama, mas não se importava... nada servia de razão para desistir.

Chegou na feira e fez a feira com as poucas moedas que lhe restavam no bolso furado. As que fugiram dali foram por culpa de um tal fantasma chamado imposto e que ela não conhecia muito bem. Pra que preocupar com fantasmas se tinha na frente legumes fresquinhos que lhe seriam tão úteis como vidrinhos de tintas aos grandes pintores?

(...)
(sono e dor de cabeça. amanhã continuo)

agosto... mês do desgosto

Na verdade o desgosto nem começou em agosto, mas vale a pena manter a rima.

Feliz aquele que consegue domar seus demônios sozinho, porque eu? Realmente cansei de tentar.

E a luta começou cedo. Os anos foram passando. A força foi acabando e chegou a hora de jogar a toalha bem longe e deixar que os remédios façam o trabalho sujo.

Cansei de dormir chorando, chorar dormindo e não ver nenhuma luz no fim do túnel.

Aliás, onde está o túnel?