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Mostrando postagens de Junho, 2011

mais do mesmo

Suspiro atrás de suspiro.
E isso tudo parece até redundante.
Cinco segundos.
Qual a razão?
Onde está a emoção?
Por que eu perdi a noção?
Cinco segundos.
Dias, horas, semanas, segundos.
Novidades, surpresas e a velha rotina.
A velha tristeza adormecida.
Cinco segundos.
Quero um cronômetro.
Óculos novos.
Um tênis novo, pois a caminhada será longa.
O destino é distante.
Mas está ali.
É só mirar.
É só andar.
É só chegar.

esqueça

É estranho e me incomoda saber
Que eu consigo esquecer
Dos meus filmes preferidos,
Das belas frases daquele livro,
De quem canta aquele som alternativo
Mas mesmo assim, aquilo que dói
Aquilo que incomoda, pinica,
Aquilo que machuca e frusta
Volta e meia está ali no pensamento
Para que?
É o que sempre quero entender.
Procuro diversas respostas, mas nenhuma parece se encaixar.
Enquanto isso?
Espero que o esquecimento tome conta de vez de mim.
Melhor assim.

tinta

Então é assim que funciona, é assim que eu penso.
Um fluxo descontrolado de idéias que fervilham na mente.
Palavras que dançam formando um musical que na verdade é um conto.
Poéticamente falando.

E são tantas coisas que a maioria passa sem você ver.
Porque quando eu paro para escrever, simplesmente... ops, cadê? Já sumiu.

E continuo jogando o corpo no mundo, mas agora de um outro jeito.
Chega uma hora que a gente percebe que simplesmente mudou.
Inocência só existe no dicionário.
Aprendemos a conviver e a gostar do silêncio... e não questionar, procurar.

Nem é questão de aceitar, mas sim de conviver e ignorar porque simplesmente não vale o esforço de ocupar os pensamentos que já são conturbados com aquilo que é totalmente irrelevante.

Papel e caneta nunca foram tão úteis...