Virada Cultural 2017

Interrompemos nossa programação de posts da minha viagem à Região dos Lagos para falar um pouco da Virada Cultural que aconteceu neste último final de semana!

Juro que ainda estou tentando entender o que foi esta Virada Cultural 2017. Começou com um convite em cima da hora pra ver Dead Fish meia noite do Tendal da Lapa. Como eu já estava de pijama e perderia o começo do show decidi ficar em casa.

Então veio o domingo: frio, chuvoso... aquele dia perfeito pra ficar em casa fazendo maratona no Netflix. Porém, quando vi na programação que ia ter É o Tchan com Molejo eu tinha decidido que iria. Deve ser por isso que eu enfrentei o tal frio, a tal chuva e fui.

Eve, a garota da Virada - Foto by Évelin Karen

Chegando na frente do Theatro Municipal (local onde sairia o Cortejo 90tinha) eu vi o nada. Cadê palco, trio elétrico, galera bonita e descolada? Algumas pessoas indo e vindo, apresentação de dança na chuva e só. Passou um homem com uniforme do evento e perguntei se o cortejo já tinha saído e eis que ele me fala que por causa da chuva o show tinha sido cancelado.

Dançando na chuva - Foto by Évelin Karen

Eu já tinha pensado nesta possibilidade, tanto que fui pra São Paulo de olho no celular pra saber se iam cancelar ou não, mas... nem fiquei brava. Já que estava lá então ia, no mínimo, dar uma volta.
Então encontrei o palco Rock na 7 de abril onde a banda Baleia tocava. Um som muito louco, muito bom. Bandas com violino me conquistam fácil. Uma vibe gostosa e parecia que a galera de humanas de miçanga estava em peso curtindo o som.

Banda Baleia - Foto by Évelin Karen

Faltava pouco para o fim da apresentação. Olhei a programação e vi que Roberta Miranda ia cantar Roberto Carlos no Boulevard São João. Foi quando saí em direção à praça da República e começo a ouvir... Molejo! Sim, o show estava rolando ali na Basílio e Roberta que me perdoe porque fui curtir o tal show que eu tanto queria.

É o Tchan com Molejo - Foto by Évelin Karen

A energia do show do É o Tchan é incrível e com Molejo ficou mais divertido ainda. Na sessão nostalgia teve muito samba, muito axé, muita coreografia, cachorros latindo, mendigos se divertindo... muita energia positiva.

Artistas da vida - Foto by Évelin Karen

Depois de muito axé o que fazer? Passei pelo palco Rock de novo e acabei no palco Virou Mix no show Equivocada – Marcelle. Ali sim vi aquela galera naquela vibe alternativa dançando na chuva sem medo de ser feliz. Adoro!

Equivocada - Marcelle - Foto by Évelin Karen

Um pouco tarde percebi que estava rolando um tributo aos Novos Baianos. Corri para o Boulevard São João bem perto da onde foi o show dos Novos Baianos na Virada de 2009, aliás aquele foi um dos melhores shows da minha vida, pois eu não tinha ideia que um dia poderia presenciar... Novos Baianos me remete a época em que eu trabalhava com cinema e sempre será muito amor!

Por último fui curtir o show do Tiago Abravanel, mas antes passei pelo palco do Hip Hop que estava rolando Thaíde e “que tempo bom que não volta nunca mais...”

Thaíde - Foto by Évelin Karen

Último show da minha noite: partiu Tiago cantando Anita, Ludmila, os sucessos do momento que faz a galera dançar. E eis que surge a diva Gretchen pra fechar a Virada com chave de ouro. Muita Conga la Conga, roupa molhada, guarda chuva, gente fantasiada, diversão e alegria.

Tiago recebe Gretchen - Foto by Évelin Karen

Eu juro que não entendo como posso gostar tanto da Virada e não curtir carnaval e os blocos de rua. Mesmo achando a Virada deste ano um pouco miada (o mau tempo ajudou), valeu a pena trocar uma tarde de edredom por uma tarde de chuva no centro de São Paulo. Curtindo de tudo um pouco na selva de pedra, um cenário que estava maluco ontem, mas que hoje já voltou à normalidade. E mais uma vez passei ilesa, sem ser assediada, nem furtada e sem ver confusões. O que dizer então? Até a próxima Virada!

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